A pior experiência da viagem num hostel!

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Nossa primeira noite na Colombia foi tão trágica que até agora damos risada. Chegando no nosso  “hostel” em Bogotá – Casa 32 – fomos recepcionados na garagem de uma casa, pelo Fernando: um colombiano de 20 e poucos anos, que falava mais do que a boca, emendava umas frases desconexas no meio e dizia que amava brasileiros.

Dei uma geral no lugar, que parecia uma republica de faculdade, e notei que éramos os únicos hospedes… Mas alguns minutos depois abriu-se uma porta de quarto cheirando suor,  com uma musica eletrônica bem alta, e saíram mais duas figuras de dentro – amigos do Fernando. Fiquei meio tensa com a bizarrisse, mas como estávamos tão cansados fomos nos instalar.

Nesse meio tempo o Ti precisou sair e as portas estavam todas trancadas. Ele resolveu bater no quartinho e dali saiu o Fernando, dançando bêbado igual a uma lacraia e dando a noticia: “Normalmente tem uma maçaneta nessa porta, mas não sei onde ela foi parar (??!!)” – e a chave para abrir estava trancada pro lado de fora.

Fernando começa a gritar “Cade a chave reserva? Vocês fazem essa zona aqui e eu não acho nada!”, e uma daszamigue responde “Pára de gritar comigo, eu não sei nada dessa chave, pára de jogar as minhas coisas no chão!”, enquanto Fernando despeja um armário inteiro, até que a bendita apareceu. Fernando, mais bêbado que um gambá diz pro Ti: “Você vê as coisas com que tenho que lidar?”. Quando o Ti abriu a porta os três saíram atras dele e na seqüência eu apareci. O Fernando então quis mostrar pra gente que o “hostel” tinha vista pro Cerro de Monserrate. Grudou a gente pelo braço e começou a nos puxar – descalços – pra andar numa rua deserta as 23h.

Demos um jeito de escapar e dissemos que íamos dormir – e um dos meninos chupando um vinho de uma caixinha de longa vida olhou fixamente pro Ti, e disse: “Good morning”…

Tranquei a porta do quarto meio em pânico e disse que queria ir embora na manha seguinte.

Mas não bastasse, no meio da noite chegou uma quarta pessoa e uma gritaria começou a comer solta no andar de baixo, numa  discussão que rolou por uns 10 minutos. Eu já estava imaginando os tiros (aloka) só que do nada a casa ficou quieta. Quieta até que a “rave” voltou! Do quartinho sudorento agora pra garagem! Só me lembro de dormir ao som das risadas e da falação do Fernando.

Na manhã seguinte inventamos toda uma historia pra sumir dali – já que tínhamos mais duas noites reservadas. Fomos pro andar de baixo a “republica” tinha se transformado em cenário de guerra. Encontramos o Fernando dançando ainda mais louco, uma pick-up de som no meio da garagem, um colchão no meio, vomito do lado de sofá e um moleque com o nariz cheio de cocaína.

Contamos a nossa historia enquanto o Fernando dançava – eu dizia umas coisas, o Ti outras – mas ele nem questionou. Só demonstrou ter ficado triste porque AMAVA brasileiros! hahaha.

Pagamos, pegamos o primeiro taxi que apareceu na nossa frente e nunca mais voltamos!

Desde o começo da viagem a gente nunca tinha tido uma experiência assim. No fim das contas nada de mal aconteceu, mas rolou tensão. Estar num pais estranho, em que você não conhece ninguém e começar com uma noite dessas faz o estresse aflorar.

Por isso, busque sempre recomendações antes de reservar um hostel, leiam reviews e, de preferencia, usem sites confiáveis. Tomando algumas precauções, tudo pode dar certo =)



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


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