Berlim: A Torre de Babel que funcionou

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Berlim é uma das cidades mais diferentes que encontramos em toda a Alemanha. Não é como aquelas cidades com casinhas de madeira, em que todo mundo é loiro do olho azul e bebe cerveja artesanal durante a Oktoberfest enquanto ouve música folclórica.

Berlim não tem nada desses clichês. É vibrante, cheia de arte de rua, de pessoas com todas as caras, kebabs, bares, lojinhas orgânicas, estudantes… Uma cidade democrática, que aceita todo mundo e onde todo mundo se respeita.Parece uma Torre de Babel que deu certo.

Conversamos com muita gente que esteve por lá – inclusive alemães – e o sentimento foi geral: você pode passar um mês inteiro em Berlim que vai continuar com a sensação de que ainda não conhece a cidade. Cada bairro vai ter uma cara, cada bar uma atmosfera, cada café vai ser um café e o que menos se vê são berlinenses nativos. E isso é demais.

Céu de ressaca na Alexanderplatz.

Céu de ressaca na Alexanderplatz.

O nosso roteiro começou tímido e só tínhamos a intenção de entender melhor a história da cidade neste último século. Mas na medida em que você entende, a Berlim também vai se abrindo e mostrando uma cacetada de outras coisas pelo caminho!!

Nosso tempo no destino: 5 dias

HospedagemThe Cat’s Pajamas Hostel.

É um lugar super moderninho e no dia que chegamos vi que ele fazia parte da lista dos hostels mais hipsters do mundo. Isso teve lá suas vantagens. A começar que fica localizado num bairro super étnico, cheio de bares bacanas e metrôs. Depois, é cheio de facilidades, tem uma cozinha moderna, staff mega competente e a melhor música ambiente de toda a viagem. Não conhecemos muita gente por lá porque tinham umas tribos mais fechadas, mas valeu bastante à pena.

Locomoção: Berlim tem uma das maiores linhas metroviárias do mundo, integrada com ônibus e trens. No começo pode ser difícil entender, mas depois de conseguirmos nos localizar íamos pra todo cantinho da cidade. Uma curiosidade bacana é que, na época da divisão ocidente-oriente, o muro dividiu também o metrô ao meio.  Por conta disso, algumas estações se tornaram fantasmas e não havia parada.

Mapa do transporte de Berlim (clique na imagem para ampliar).

Mapa do transporte de Berlim (clique na imagem para ampliar).

 

Comida/ bebida: Comemos de tudo, mas o kebab foi o prato mais marcante de Berlim. Eu achava que era de origem turca, mas parece que ele foi adaptado por lá e ganhou uma versão alemã.  De todo jeito, é uma comida de rua barata e bem gostosa, que tem opções carnívoras e vegetarianas. Outra coisa que enchia nossas barrigas freqüentemente eram as águas com gás e Bionades (um refrigerante orgânico que vem se tornando cult nessa parte do mundo). Quando queria tomar uma água natural, era mais fácil recorrer à torneira.

Um dos muitos kebabs que comemos na cidade.

Um dos muitos kebabs que comemos na cidade.

Experiências: Uh! O que não faltam em Berlim são coisas pra fazer!! As must do pra gente foram: 1) DDR Museum: museu interativo que mostra como era a vida da Alemanha Ocidental por diversos aspectos. Você vai encontrar desde a reprodução de uma típica casa familiar, até um laboratório de escuta de “espiões”; 2) Pergamon Museum: um dos mais famosos e visitados na cidade, traz três mostras principais que incluem Antiguidades Clássicas, Antigo Oriente Médio e Arte Islâmica. É incrível, riquíssimo e diferente de qualquer outro que visitamos até agora; 3) Museu do Ramones: essa era uma atração super aguardada pelo Ti, que é fanzasso da banda. Segundo ele,o lugar “tem três acordes, assim como as músicas da banda. Simples, como um museu do Ramones deveria ser. Já que NY deixou o CBGB desaparecer, foi muito legal a iniciativa desse fã em usar sua coleção pessoal pra abrir o museu”. E foi  legal mesmo, até pra tomar umas cervejas e ouvir sonzeira das antigas; 4) Muro de Berlim: legal para fazer umas fotos dos grafites desenhados no que resta da construção, mas parece um ícone meio abandonado – talvez propositalmente; 5) Treptower Park: um parque localizado na antiga Berlin Oriental. É bacana fazer o caminho até o memorial soviético, seguindo pela Avenida Karl Marx e terminando na Alexanderplatz.

Ramones Museum

Ramones Museum

Monumento Soviético no Treptower Park

Monumento Soviético no Treptower Park

Um super brechó de segunda mão que encontramos na Avenida Karl Marx

Um super brechó de segunda mão que encontramos na Avenida Karl Marx

Vale a dica: Apesar de termos comido muito kebab, encontramos numa noite um lugar de hambúrgueres gourmet sensacional: Hans im Glück. Fica numa região bem central, pertinho do metrô Friedrichstrabe e comida + bebida pros dois saiu por uns 25€.



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


Comments

'Berlim: A Torre de Babel que funcionou' have 2 comments

  1. 26 de janeiro de 2015 @ 22:45 Ana Paula e Cássio

    OI Tiago e Júlia!!!!
    Ficamos super felizes em saber que a viagem de vcs está dando super certo. Estamos visitando o site e com certeza viajando junto com vcs. É tudo muito bem documentado e as fotos são incríveis. Vamos segui-los se possível diariamente. Vcs merecem tudo de bom… Que Deus esteja com vcs atodo momento…. Bjs. Paulinha e Cássio

    Reply

    • 27 de janeiro de 2015 @ 0:11 Julia Furquim

      Casal, adoramos a passagem de voces e o recado no blog :)
      Estamos em Tremembé essa semana, até 3/2, quando embarcamos pro Peru. Vao estar de bobeira algum dia? Bjs!

      Reply


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