Equador – Dicas com vídeo!

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Depois de contar o que a gente achou do Equador (aqui), partimos para as dicas práticas com o objetivo de ajudar quem pensa em se aventurar por lá.

Passamos ao todo 10 noites no país, entre as cidades de Quito, Latacunga e Baños.

** Quito

Hospedagem: Hostel Revolution

É simples, mas muito bem localizado, entre o centro histórico e a “gringolandia”. Por ter poucos quartos, não fica abarrotado de gente e todo mundo acaba se conhecendo entre a cozinha e a área útil, que são pequenas. Aliás, a cozinha é muito bem equipadinha, o que nos ajudou a fazer o rango quase todos os dias e tem supermercado perto. Só não se assuste com a dona,  uma canadense não das muito simpáticas, mas que foi solicita sempre que precisamos. Ah, uma coisa bacana é que eles aceitam voluntários em troca de cama e comida, então, se você pensa em passar um tempo no país, pode ser bom pra economizar uma grana.

Walking tour pelo centro histórico de Quito

Walking tour pelo centro histórico de Quito

Comida: Assim como em todo o Equador, lá come-se muito frango, mas a cidade oferece bastante opção de restaurantes, inclusive vegetarianos. Como cozinhamos a maior parte do tempo, acabamos não conhecendo muito, mas gostamos muito do Café San Blas, que tem uma pizza boa por um preço muito honesto. Outra coisa que vale a pena é provar um suco de fruta diferente no centro histórico – estão por todos os lugares e tem sabores bem diferentes por conta da variedade de climas no país. Ah! E o café equatoriano é também razoavelmente bom!

Transporte: Como a cidade é relativamente pequena, fizemos muita coisa a pé. No entanto, se precisar sair a noite é uma boa usar os taxis, que também não são caros (o preço só salga para ir ao aeroporto – $26). Além disso, eles tem corredores de ônibus bastante similares ao de SP, com 2 linhas principais. Usamos para ir até a rodoviária inter-municipal e são bem tranqüilos e seguros, só um pouco cheios.

Linha de ônibus para rodoviária inter municipal de Quitumbe

 

Atrações: 1) Free walking tour: esse definitivamente fez a diferença em nossa passagem pela cidade. Trata-se de um irlandês que está há dois anos no país e guia um tour super bacana pelo centro histórico (em inglês), te levando para as principais construções, além de chocolaterias, lojas de suco e até o trabalho de o chamã de uma tribo próxima. Ele conhece vários cantinhos diferentes e é possível encontra-lo nessa página. 2) Gringolandia: é a parte oposta ao centro histórico, onde estão os hotéis e restaurantes mais “descolados”. Eu particularmente não gosto, mas é uma boa opção pra quem está a procura de uma trip mais agitada. 3) Metad Del Mundo: este é o monumento que marca a divisão do hemisfério em norte e sul, a famosa Linha do Equador, e está como há 50 min de ônibus circular 4) Vulcão Cotopaxi: é o mais popular do Equador e há tours saindo de Quito todos os dias, por USD50  5) Aulas de salsa e zumba: há muitas pela cidade, só perguntar no seu hostel!

** Latacunga

Há duas horas de Quito, é uma cidade bem bonitinha e tem uma área colonial bem preservada. Passamos duas noites lá para conhecer o famoso Lago Quilotoa, mas dali também partiam tours para o vulcão Cotopaxi um pouco mais baratos (USD 40).

Lago Quilotoa

Hospedagem: Cafe Tiana.

Achamos esse pelo Lonely Planet e as reservas só funcionam por e-mail ou telefone. Foi a melhor relação limpeza/custo/beneficio que encontramos na cidade – vale USD25 o casal, quarto privado com banheiro compartido. É um hostel também simples, mas tinha tudo o que precisávamos: camas confortáveis, cozinha, boa localização e um jardim bem gostosinho, onde também funciona a área útil.

Comida: Lá encontramos um vegetariano bem bom e barato, mas que só funciona na hora do almoço Brocolini, USD 2,75 o menu. No entanto, a cidade tem bastante opção e quem não curte cozinhar pode ir despreocupado!

Como chegar de Latacunga ao Lago Quilotoa: A opção mais cômoda é fechar um tour, mas vale USD50 e é completamente desnecessário. Fomos por conta, partindo da rodoviária inter-municipal, e de lá pegamos um ônibus até a cidade de Zumbahua (USD2, 1h30). Zumbahua é um pequeno povoado e há caminhonetes/ carros particulares disponíveis para te levar até o início da trilha para o lago (USD4, 15 min). Depois é só descer caminhando, por cerca de 40 minutos, e rezar pra aguentar a volta, uma subida bem trash de umas 2h. Pros mais cansados, eles oferecem cavalos por USD 10, mas na boa, mesmo que esteja cansado, os bichos não merecem isso. Leve bastante água e relaxe pelo caminho, os cavalinhos agradecem. =)

A caminho de Quilotoa!!

A caminho de Quilotoa!!

População local de Zumbahua

População local de Zumbahua

** Baños

Baños – cerca de 3h30 de Quito – é uma região bem rica em natureza e também em opções de esportes de aventura. A cidade tem um clima chill out, mas dá pra passar bastante tempo porque tem uma atmosfera bem gostosona.

Hospedagem: Hostal Princesa Maria

Foi a primeira vez em muito tempo que pudemos tirar as roupas da mochila e acomodá-las em um simpático quartinho. O hostel não tem nada de luxo – alias, está mais pra uma casa de família transformada em hospedaria – mas é muito limpo, silencioso e todos os quartos têm banheiro. Tudo por USD20 o casal.

Comida: Lá batemos carteira em um restaurante com menu vegetariano a USD3,75, o Casa Hood – também servem cerveja gelada, bons hambúrgueres e pratos com carne. Além deste, comemos um dia num orgânico chamado Sativa onde se pode tomar um café gourmet depois da chepa e não é caro (por conta do nome, eles pedem para os clientes a gentileza de não perguntarem por “coisas impróprias”)

Platano com salada, Sativa

Platano com salada, Sativa

Atrações: Baños tem vários esportes de aventura como 1) raffting, rappel e o canopy, uma espécie de tiroleza sobre rios que fizemos por USD25/ cabeça. 2) Balanço do Fim do Mundo, o famoso balanço que fica numa casa da árvore bem no pé da montanha – e parecia que a gente ia mergulhar num precipício. (USD1 o ônibus e USD1 para entrar); 3) Rota das cachoeiras: um tour por várias cachoeiras da região, incluindo a grande Caldeirão do Diabo. Pagamos USD6 pelo nosso bus, mas achamos que não valeu a pena porque é muito enrolado. Eles param em vários canoppys e um bug jump tosco, então acabou ficando meio maçante. Acho que vale pesquisar por tours que sejam mais diretos e ofereçam mais tempo para apreciar cada lugar; 4) Banhos termais: a cidade tem vários banhos com águas termais que vem dos vulcões. No entanto, não espere piscinas de águas cristalinas. Elas são é bem turvas por conta de areia que vem junto – mas limpas apesar do aspecto – e lotadas de gente. Se for, é melhor chegar cedo e evitar os finais de semana.

Rota das cachoeiras, Baños

Rota das cachoeiras, Baños

** Vale a dica: 1) Se estiver em dúvida sobre o que fazer, procure a Central de Turismo de cada cidade. Fomos sempre muuuito bem orientados e atendidos. 2) Como é relativamente fácil se locomover no Equador, tente fazer o máximo possível por conta. O país é seguro, tem bastante opções de ônibus e sempre sai bem mais barato. 3) O Equador tem uma linha de trem turístico que percorre vários trechos do país. Apesar de não termos feito nenhuma delas, a mais famosa é o Nariz do Diabo, que sobe uma montanha próximo a vulcões. Dizem que trata-se de uma das construções ferroviárias mais perigosas do mundo, devido ao grande numero de pessoas que morreram pra colocar a linha de pé.

Canopy!

Canopy!

 



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


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