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Guatemala – Breaking rules!

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Os ônibus não tinham cinto de segurança, sentavam três onde cabiam dois, as mochilas iam amarradas do lado de fora e o cobrador tinha a missão de enfiar quanto mais gente pudesse pra dentro. Assim eram os chicken buses da Guatemala…

E se preferíamos viajar como “turistas”, íamos numas vans onde mal cabiam as pernas, sentindo o bafo quente da estrada que quase fazia a gente perder os sentidos na falta de um ar condicionado. Por oito, nove horas.

Pensar na Guatemala pelo ponto de vista dos transportes e da Infra-estrutura pode ser um pouco traumático. O pouco que tem deixa a desejar e se você quer encontrar algo melhor tem que garimpar muito. Mas tudo bem, nunca tinha esperado muito da Guatemala mesmo…

Não esperava até chegar no nosso primeiro destino, a cidade de Antigua –  lugar de onde depois me despedi pensando que poderia facilmente passar uns dois meses da minha vida.

Antigua em dia de festa – a Semana Santa é super comemorada pelos guatemaltecos.

E pela noite a celebração continua na cidade, com barraquinhas de churros e banana frita

E pela noite a celebração continua na cidade, com barraquinhas de churros e banana frita

Era um fim de semana antes da Páscoa e a cidade estava lotada por causa de uma procissão religiosa. Tínhamos chegado com fome e resolvemos encarar a multidão pra encontrar algo pra comer.

Nas primeiras esquinas a cidade já começou a nos apresentar seus sabores e cheiros com barracas típicas de bijuí e tortilhas de milho, as pessoas abriam sua religiosidade com demonstrações de fé e devoção – e sua alegria ao ver a procissão passar -, e as cores de Antigua iam junto, passando diante da gente conforme caminhávamos.

Tudo era lindo! O estilo colonial das casas misturado com os artesanatos típicos dava um ar alegre pra cidade, cheia de ruazinhas de paralelepípedo onde turistas e locais caminham misturados. Ao entrar num restaurante você pode facilmente pensar que está na Europa ou na América Central, depende da  sua escolha, e em todo lugar pode provar uma comida incrível.

Antigua é super colonial

Antigua é super colonial

Artesanatos guatemaltecos
Putz, Antigua surpreendeu…! E depois veio a primeira viagem num chicken bus (nós sobrevivemos!!), e a segunda, a terceira…

Descobrimos Samuc Champei, onde o rio passa por baixo de uma bacia de água que vem das montanhas, e ficamos no meio da mata, sem água quente nem energia elétrica. Mas podíamos sentir o ar fresco da humidade das árvores.

Ponte natural de Semuc Champei

Ponte natural de Semuc Champei

Visitamos o lago Atitlan, cheio de israelitas e europeus tomando banho de sol nas pedras e curtindo reggae depois que o sol ia embora.

A caminho do vilarejo de San Pedro, no Lago Atitlan.

A caminho do vilarejo de San Pedro, no Lago Atitlan.

E terminamos em Flores, pra encontrar a maior civilização maya da história perdida em uma floresta: o sítio arqueológico de Tikal.

Lago de Flores

Lago de Flores

Na Guatemala eu finalmente consegui deixar de lado algumas frescuras de viajante pra conseguir viver o país, porque aqui nem turista é poupado. Mas me libertei de muito mimimi também, foi bom!

Conhecendo um vulcão com "nosso francês". Amigo gente finíssima que fizemos na viagem

Conhecendo um vulcão com “nosso francês”. Amigo gente finíssima que fizemos na viagem

Então quero dizer obrigada à Guatemala! Pelo choque de realidade, por ser um país ao tão intenso e amavelmente lindo!!

Nossa visita a Tikal foi demais!

Nossa visita a Tikal foi demais!



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


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