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Nossa descoberta da China!

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Eu cheguei na China com aquela sensação de não saber se estava acordada ou sonhando. Cabeça cansada da viagem, continente novo, frio na barriga… tudo isso misturado a um monte das luzes coloridas, letras confusas, gente, cheiro de comida da rua e barulho, muito barulho. Tinha finalmente chegado a hora de encararmos a China!!!

Aqui o local flavor pula na sua cara sem pedir licença. O país não se acostuma ao seu ritmo, é você que tem que se acostumar ao dele. Por isso acho que levamos uns dois dias até nos adaptarmos e a ficha realmente cair. Foi até engraçado porque não sabíamos muito como iríamos encontrar o país, então fomos tateando tudo com calma, literalmente botando as caras na rua devagar.

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As motos foram o transporte mais comum que encontramos em quase todas as cidades, com exceção dos grandes centros

As motos foram o transporte mais comum que encontramos em quase todas as cidades, com exceção dos grandes centros

Depois de dois dias em Hong Kong, seguimos para Shenzhen – a cidade vizinha – onde iríamos tomar um voo no dia seguinte. Foi lá onde tomamos o carimbo chinês no passaporte e entramos oficialmente no pais.

Do “outro lado” já tropeçamos num KFC, pegamos um metrô também falado em inglês e encontramos uma cidade super limpa, organizada e cheia de carros novos nas ruas… Definitivamente não era essa a China que eu imaginava encontrar, tão aberta em alguns aspectos.

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Um mercado ainda típico de Xi’An, cidade super moderna que encontramos no centro do país.

Foi comum ver construções centenárias em volta de grandes cidades

Foi comum ver construções milenárias em volta de grandes cidades

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Aprendemos até a posar igual chinês pra foto

Mas ainda assim, todo mundo que via a gente com um mochilão nas costas nos encarava como dois alienígenas. Muita gente entortava o pescoço pra olhar, ninguém na rua falava inglês e nenhum taxista entendia pra onde a gente queria ir, porque o endereço do nosso hostel estava escrito em outro idioma.

Esse começo deu um certo trabalhinho, mas depois de quase uma hora conseguimos chegar no nosso hostel e as coisas foram dando certo, começaram até a ficar engraçadas. Pra jantar a primeira noite, pedimos pra recepcionista escrever em um pedaço de papel que éramos vegetarianos. Mostramos o papel no restaurante, fizemos umas mímicas e o cara entrou na cozinha – não fazíamos ideia do que viria, mas deu certo: um prato de arroz com verduras e ovo inaugurava nosso primeiro jantar chinês.

Nos dias seguintes também comemos muito disso, alternado com noodles. Não achamos a comida aquela delicia, então tinham as vezes que apelávamos pras pizzas e pastas, que sempre foram super fáceis de encontrar nos hostels.

Aliás, aprendemos que se saíssemos munidos dos endereços pra onde iríamos escritos em chinês , de uma ideia de onde queríamos comer e das coordenadas do transporte público não tinha erro. Era muito fácil viajar pela China! Ao contrário do que imaginávamos, porque além da barreira do idioma, não poderíamos contar com algumas tecnologias, já que  Google Maps, Facebook e outras redes sociais são banidas no país.

Apesar dos grandes centros, a China tem lados muito pacatos, como as plantações de arroz do interior

Apesar dos grandes centros, a China tem lados muito pacatos, como as plantações de arroz do interior

Yangshuo

Yangshuo

Mas durante os 20 dias que ficamos, fizemos nosso roteiro de forma totalmente independente, sem precisar de guia pra nada! Aquele bicho de 7 cabeças que parecia ser a China, na verdade, não era. Foi na real um país de natureza lindíssima e costumes bem diferentes, que desmistificou muito nosso preconceito.

Algumas coisas nos chocaram, claro, como o costume grotesco de cuspir no chão e a falta de educação nas filas. Ainda assim, a China vai muito além disso.

Saímos de lá felizes por termos escolhido incluir a China no roteiro – eu ainda mais, porque no começo da viagem não queria ir de jeito nenhum. Foi mais uma barreira quebrada e uma nova descoberta que nos fez sentir mais cidadãos do mundo.

Quer ver mais sobre a China? Acesse o post:

Roteiro pela China: dicas, conselhos e o que fazer.

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Pingyao

Pequim

Pequim



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


Comments

'Nossa descoberta da China!' have 2 comments

  1. 3 de agosto de 2015 @ 2:12 Leandro Faustino

    Descobri o site de vocês e tive que olhar todos os posts porque to achando incrível a viagem! Parabéns!
    Bom, depois de tudo que vocês viveram quero um mochilão desses também, então bora se organizar haha :D

    Reply

    • 4 de agosto de 2015 @ 9:15 Julia Furquim

      Que massa Leandro, valeu!! Se precisar de qqr ajuda pra organizar a sua trip, da um toque! bjk

      Reply


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