Panama – de 0 à 100

Share

Passamos pelo Panamá pela primeira vez em 2010, em nosso caminho pra Cuba,  já que o país é hub para vários destinos na América Central. Sempre nos perguntamos se esse era um lugar que valeria a pena conhecer e resolvemos colocá-lo em teste pra nossa volta ao mundo.

Fizemos a lição de casa. Lemos o Lonely Planet de cabo à rabo, assisti vários episódios da Prison Break (que tem uma temporada passada no país) e o filme Alfaiate do Panamá. O resultado foi que animou, e muito, nossa viagem pra lá. Tínhamos escolhido 3 destinos possíveis, com 3 povos distintos:
  1. Os próprios panamenhos da capital, que abriga a cidade velha e o famoso Canal do Panamá.
  2. San Blas, um arquipélago que é reserva ambiental, onde nativos ainda vivem e comandam todas as ilhas.
  3. Bocas del Toro ,arquipélago que conta com uma forte cultura Crioula, quase na fronteira com a Costa Rica, e tem até seu próprio idioma!
Canal do Panamá

Canal do Panamá

Capital do Panama

Capital do Panama

Chegar no Panama pela Colômbia só é possível por ar ou mar. Por terra é quase impossível por conta da forte presença das FRACS na fronteira. Por mar existem duas possibilidades: a mais cara num veleiro, passando pelo arquipélago de San Blás, durante 3 dias e 2 noites – mas a Júlia tem medo de mar aberto – e por ferry, desembarcando na feia cidade portuária de Colón. Optamos pelo avião saindo de Bogotá, o que foi bom depois da correria que foi a Colômbia.
Chegamos no hostel de madrugada, meio sem ideia do que encontrar. Depois de uma noite bem dormida, seguimos pra conhecer a cidade. E que cidade feia! Suja, além de confusa, visto que as linhas de ônibus não são claras e não existe nenhum mapa de transporte metropolitano em lugar algum.
A arquitetura segue muito o estilo americano, mas tudo com cercas, muros e portões. Até mesmo Panama Viejo, bairro colonial onde está a antiga capital, perdeu o sabor local com a invasão de turistas e do péssimo cuidado da cidade com preservação.
Sentimos que isso vem começando a mudar, já que grande parte do centro está sendo reformada sistematicamente e à todo vapor, porém, aquilo ainda não tem alma. Triste. Não tem mais uma cultura por trás, como a linda Cartagena, ou Paraty. São norte-americanos da América Central. E o contraste na cidade também é forte, da pobreza do centro aos prédios modernos na Cinta Costera.
Posts.001

Panama Viejo

Desanimados, desistimos de San Blás pelo custo (coisa de USD140 por pessoa por uma noite), mas antes de desistir de vez, decidimos ir pra Bocas del Toro, um destino mais em conta e com cultura local. Chegamos na cidade costeira de Almirante e ainda encontramos o jeitão panamenho de ser, o que gerou desconfiança. Dali pegamos o 1º barco em destino a Colon, uma ilha de mochileiros, mas mais movimentada. E finalmente o 2º barco para a ilha de Bastimentos. E foi aí que nossa sorte virou e o Panama valeu a pena!
A ilha é pequena e parece saída do espetacular filme A Indomável Sonhadora, com casas de madeira simples, perto da água e toda a vida gira em torno de barcos, pesca e de uma vibe bem livre. Ficamos em uma cabaninha com quartos compartidos, mas estivemos praticamente sozinhos o tempo todo. O típico lugar pra ficar 3 dias ou 3 anos. Com praias paradisíacas, povo gentil e uma natureza de tirar o fôlego, percebemos que o tempo em Bocas passa mais devagar que no resto do mundo. Ou talvez seja o “nosso” tempo é que passe rápido demais.
Bastimentos

Bastimentos

Boat Taxi em Almirante - Bocas del Toro

Boat Taxi em Almirante – Bocas del Toro

Nossa casa em Bastimentos

Nossa casa em Bastimentos

Mas não é só o tempo que passa diferente, o país é outro. O idioma, uma mistura de espanhol com inglês, com um sotaque que parece saído da Jamaica, leva tempo pra se acostumar. A cultura é praiana, mas conservadora – homens e mulheres sempre usando camiseta, mesmo na praia.
Casas de madeira à beira mar

Casas de madeira à beira mar

Nossa amiga em Bastimentos

Tudo isso junto fez com que vivêssemos 1 mês em apenas 4 dias. Adotamos nosso passarinho – o Mafaldo – que vinha nos acordar toda de manhã aos gritos, caminhamos pela curta ilha, adotamos nosso café, visitamos a lindíssima praia Red Frog e fantasiamos uma casinha de praia de madeira em casa.
Red Frog Beach

Red Frog Beach

Red Frog Beach 2

Red Frog Beach 2

O Panamá foi assim: de mal à perfeito, de 0 à 100.
Beijo dos Dois! =)


About

O Tiago Moreira tem 34 - Nerd, ele adora punk rock, o Corinthians e a sua buldogue Mafalda. Cresceu em Tremembé, mas nasceu pro mundo. Adora lasanha e é vegetariano. Depois de 10 anos em São Paulo, decidiu arejar um pouco a cabeça e viajar!


Comments

'Panama – de 0 à 100' have no comments

Be the first to comment this post!

Would you like to share your thoughts?

Your email address will not be published.

Images are for demo purposes only and are properties of their respective owners. Old Paper by ThunderThemes.net