Panamá – Dicas

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Dias no Destino: 10
O Panamá não é um país tão fácil pra viajar. O transporte público é complicado e existe pouca informação na internet. Não é nem de longe um dos destinos mais baratos da América Central, mas ainda assim valeu a pena pra gente, como comentamos nesse post!
Aqui listamos um pouco das nossas dicas para quem quer conhecer Panamá que vai além das compras, do modo mais econômico possível.
 
CIDADE DO PANAMA
O dono, um alemão que não tem muito de alemão, é total relax. Boa gente, bom papo, mas não curte trabalhar muito. E a atmosfera do lugar tem bem a cara dele. Os quartos privados são ótimos, a cozinha é incrível, o café-da-manhã bem completo e ainda tem duas piscinas infláveis no fundo. Todos os quartos tem ar-condicionado. Não é exatamente central como o nome diz, mas bem localizado. Perto de um ótimo supermercado e de uma das avenidas mais importantes da cidade para usar transporte público. Pra uma cidade confusa como o Panamá, vale ficar num hostel com boa infra-estrutura.
LOCOMOÇÃO: 
Não existe um mapa de transporte metropolitano na cidade e é tudo super bagunçado: Tem Metrô, mas com poucas estações.  Metrobus, um ônibus que corre em corredor próprio e tem ar condicionado, que acaba sendo a melhor opção, mas não faz todas as rotas. E autobus, os tradicionais no estilo dos ônibus escolares americanos.
Ônibus escolares americanos são usados para transporte local

Ônibus escolares americanos são usados para transporte local

Ônibus para transporte local de Albrook

Ônibus para transporte local de Albrook

Para usa-los, precisamos comprar um cartão de transporte metropolitano, que existe em 2 tipos: o que serve pra tudo: metrô, metrobus e ônibus (e inclui uma taxa que precisávamos pagar sempre que pegávamos transporte direta no terminal), e outro, que não inclui ônibus. Ambos custam a mesma coisa, por isso, nem preciso dizer que o primeiro vale mais à pena. Pelo menos o preço justifica um pouco da bagunça: custa USD0,25 para se locomover na cidade.
O cartão inútil

O cartão inútil

Cartão que inclui a rodoviária de Albrook

Cartão que inclui a rodoviária de Albrook

Os taxis não são os mais caros do mundo, mas também não são baratos. Negocie antes de entrar no carro, pois eles não têm taximetro.
COMIDA: Não existe nada, nem de perto, local. É uma cidade tipicamente americana. O panamenho comum, além de muito fast food, também come arroz feijão e carne como base da alimentação, mas que achamos pouco acessível pros turistas.
EXPERIÊNCIAS
  1. Panamá Viejo: A primeira tentativa de se construir uma cidade no Panama foi aqui. Após ataques de piratas e invasores, foi abandonada e hoje são apenas ruínas.
  2. Casco Viejo: Antiga capital, a colonial Casco Viejo atrai a maioria dos turistas. Apesar da cidade já ter visto dias melhores, certamente já viu piores: Muitos casarões estão decadentes e hoje vêm sendo reformados, dando uma cara nova ao bairro. A tentativa é de revitalizar a região e atrair dinheiro, mas talvez essa atitude tenha chegado tarde. Não existe uma cultura local mais, e os prédios reformados – hoje bares e restaurantes – contrastam com os antigos e invadidos pela população mais carente da cidade. O mais triste é ver uma arquitetura tão linda, sem qualquer vestígio de alma. É só uma casca do que um dia já foi.
    Casco Viejo

    Casco Viejo

    Contraste na Capital do Panamá

    Contraste na Capital do Panamá

  3. Cinta Costera: é um calçadão/parque bem comprido que liga as construções históricas aos prédios moderníssimos no novo centro financeiro da América Central. Tem muita gente caminhando e praticando esportes ali.
  4. Canal do PanamaO Canal, pra quem não sabe, é um atalho natural que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico pela América Central. Por isso, embarcações não precisam dar a volta na América do Sul pra chegar a muitos destinos. Para adaptar as diferenças de nível dos oceanos, foi construído o Canal – um tipo de um elevador de embarcações – onde muitos navios fazem a travessia diariamente. Basicamente trata-se de um pedágio que chega a ter até 2 dias de fila para os barcos fazerem a travessia e as taxas podem variar de USD 2 mil (embarcações privadas) à USD 376 mil (para comerciais)!!  Nós fomos conhecer o mirante turístico para ver mais de perto a engenhoca e vale a pena chegar bem. A vista é privilegiada e a maioria dos navios passa pela manhã. Quem quiser fazer a travessia em uma embarcação sem pagar nada pode tentar essa experiência em troca de trabalho. Conhecemos alguns estrangeiros que buscaram a oportunidade no porto de Colón e disseram que é  comum encontrar barqueiros precisando de ajuda para trabalhos básicos na embarcação, como limpeza.

    Canal do Panamá

    Canal do Panamá

  5. Shoppings: Zona Franca, o Panamá só não é mais barato que os EEUU. Tem pelo menos 3 shoppings monstros, sendo o mais popular e maior, o Albrook Mall.
BOCAS DEL TORO: ISLA BASTIMENTOS
Bocas del Toro é o nome de um arquipélago que fica próximo a fronteira com a Costa Rica, no mar caribenho. Ainda faz parte do Panamá, mas parece outro país. Isso porque a cultura aqui é a Crioula, forte em alguns países do Caribe, como Belize.
Entrada de Red Frog

Entrada de Red Frog

 

HOSPEDAGEM
Rafael`s House. Uma cabaninha de madeira linda em frente ao mar. Super bem localizada, bem em frente ao porto e próxima do Supermercado, tem toda a infra pra cozinhar, relaxar.
Trabalhando na nossa cabaninha

Trabalhando na nossa cabaninha

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Essa cabaninha virou nossa casa por alguns dias

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Criançada da comunidade crioula voltando da escola.

LOCOMOÇÃO 
Do Panamá, o ônibus deve custar aproximadamente USD 35 e leva 11h. Só conseguimos comprar a passagem direto no terminal de ônibus Albrook e optamos pelos ônibus “expresso”, que não fazia paradas. A paisagem muda bastante da Capital para Bocas: muito verde, montanhas e é claro, o mar caribenho.
O destino final do ônibus é a cidade de Almirante e de lá pegamos um boat taxi para a primeira ilha, Colón, e depois outro para a linda e pequena Bastimentos.
Boat Taxis: Um taxi de Bastimentos para qualquer praia da ilha custa em média USD 8 por pessoa. De Almirante para Colón USD 6, de Colón para Bastientos USD 3. É de barco também que se vai para a maioria das praias e tours.
"Rodoviária" de Bastimentos

“Rodoviária” de Bastimentos

"Posto de Gasolina"

“Posto de Gasolina”

Na hora de voltar pra casa, existe um ponto de venda de bilhetes de ônibus e vans no píer de Colón, uma vez que não se pode comprar pela internet.
COMIDA
A comida Crioula é bem pesada, com muita carne e muito tempero. Especialmente peixes e frutos do mar, e é bem popular. Não sofremos muito por sermos vegetarianos, pois era sempre possível encontrar um sanduíche de abacate ou uma massa quebra-galho.
EXPERIÊNCIAS
  • Red Frog é uma dessas praias saídas de um cartão postal e só se chega de barco.  Quase deserta, abriga aqueles sapinhos vermelhos e super venenosos que dão nome ao lugar. Mas a fauna é mais rica: macacos, pássaros e siris por todos os lados. A água é desconcertante de linda! É bom levar um lanche, pois as coisas aqui são carinhas e não existem muitas opções – e vale a pena passar o dia todo.

    Red Frog Beach

    Red Frog Beach

  • Bastimentos em si é uma experiência. Ficamos nessa cabana genial que virou nossa casa por vários dias. Simplesmente relaxamos e aproveitamos cada segundo daquela natureza. Quando cansávamos de ficar ali, saíamos para andar pela vila e sempre dávamos de cara com alguma cena cotidiana interessante, ou um café escondido no meio da mata.
  • Tours: Nós acabamos nao fazendo, mas da Ilha saem tours para várias outras praias pra ver estrela do mar, nadar com golfinho e a festa toda!
DICAS:
  • Muito Off! Tem muito pernilongo no lugar!
  • Leve muita blusa com você no ônibus quando for mudar de cidade. Fora faz 40º, e dentro menos de 10º. Sério, coisa de louco.
Além dessas dicas, relatamos nossas experiências no Panamá aqui Se tiver interesse em se aprofundar mais sobre a cultura Crioula, ou o que sentimos no país, vale a leitura!

 



About

O Tiago Moreira tem 34 - Nerd, ele adora punk rock, o Corinthians e a sua buldogue Mafalda. Cresceu em Tremembé, mas nasceu pro mundo. Adora lasanha e é vegetariano. Depois de 10 anos em São Paulo, decidiu arejar um pouco a cabeça e viajar!


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