Passagem volta ao mundo – como funciona e quanto custa

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Eu não lembro se já comentamos aqui no blog, mas nós estamos viajando com um pacote de passagens aéreas “volta ao mundo”, conhecido como Round The World Ticket. Achamos que essa seria uma boa maneira de economizarmos uma grana, porque transporte é um dos itens mais caros da “listinha” e já tínhamos conhecido outros viajantes que recomendaram pra gente.

Como funciona e quanto custa?

Basicamente esse pacote nos dá direito de viajar até 16 trechos internacionais pelo período de um ano, e custa em torno de USD4.500 (já com as tachas aeroportuárias). Acaba sendo bem econômico mesmo, porque no fim das contas cada trecho vale, em média, USD300.

Em qual companhia aérea do mundo conseguiríamos comprar uma passagem de São Francisco até Hong-Kong, por exemplo, por esse valor?!

Só que pra isso funcionar precisamos seguir algumas regrinhas, das quais as principais são:

  1. Só podemos voar em um sentindo do globo terrestre, ou direito, ou esquerdo. No nosso caso, optamos por começar pelas América, seguir pra Ásia e depois Europa.
  2. São até 16 voos, que precisamos cumprir em até 365 dias;
  3. No momento da compra já  tivemos que especificar todos os destinos e datas. As datas normalmente podem ser alteradas sem custo, os destinos não.
  4. No seu continente de origem apenas dois voos são permitidos, em outros continentes no máximo quatro. Então para nós, sul-americanos, não dá pra voar pro Peru, Equador e Colômbia, por exemplo.
  5. Como só temos direito a 16 vôos, evitamos ao máximo fazer escalas, já que cada parada conta como um ticket.
  6. Cada oceano só pode ser cruzado uma vez.
  7. Não precisamos necessariamente pegar o nosso próximo vôo saindo do mesmo lugar em que chegamos.

Quais são as empresas que operam este tipo de pacote?

As duas maiores e melhores companhias que oferecem o serviço são a Star Alliance e a One World.

Nós optamos pela One World porque era um pouco mais econômica e também porque o Ti tinha um cartão pra usar as salas VIP nos aeroportos quando voamos por companhias parceiras…rs.

No entanto, a Star Alliance tem mais empresas aéreas e, por isso, mais opções de voo e destinos. Já a One World tem, por exemplo, poucas rotas de vôo na America Central e todos eles fazem escala em Miami, o que já nos obrigaria a queimar duas passagens automaticamente. Por conta disso, optamos em não pegar nenhum avião pelo pacote nessa parte do mundo.

Li ainda que a Star Alliance também oferece produtos tarifários concentrados em determinadas regiões do globo, como o “Circuito Oceano Pacífico”, o “Circuito Asiático” e o “Circuito Norte da Ásia”, que desembarcam apenas em países dessas aéreas.

De qualquer forma, a One World tem ótimas companhias conveniadas e já precisamos trocar a data das passagens duas vezes e foi relativamente fácil.

Pra quem quiser começar a planejar, ambas têm um app de destinos que dá pra brincar bastante simulando as rotas por onde se quer passar.

Star Alliance —> aqui.

One World —> aqui.

Vale a pena?

Em termos financeiros valeu muito a pena! Muita gente pensa que esse tipo de passagem custa uma fábula de dinheiro, mas está muito mais acessível do que fazer tudo individualmente – como já disse, o preço médio das passagens custa em torno de USD300.

Além disso, ter as passagens todas compradas facilita a entrada em alguns países, como foi o caso do Panamá, e ajuda na hora de conseguir o visto para outros lugares, como a China, onde eles pedem uma confirmação da data de entrada e saída do país.

Em relação aos aspectos negativos, o que mais pegou pra gente até agora foi a questão do prazo. Mesmo podendo alterar as datas de um voo, temos apenas um ano pra fazer tudo e uma rota já pré-agendada pra cumprir, o que dificulta a nossa vida se queremos passar mais tempo em um lugar.

Outra coisa são as rotas limitadas. Além do caso da América Central, que comentei acima, o único voo direto pra China partindo dos EUA era saindo de São Francisco, por exemplo.

Por fim, 16 vôos parecem muito, mas não dão conta nem da metade do trajeto de uma viagem volta ao mundo. Ainda assim, estamos percorrendo muitos trechos de ônibus e temos uma pequena reserva para comprar algumas passagens de distâncias mais curtas, que não valiam a pena queimar pelo pacote.

Então resumindo, se você tiver um planejamento muito bem estruturado e não tiver planos de passar muito tempo em um só lugar, vale a pena sim! Do contrário, é preciso estudar muito bem os preços por conta das regras que são impostas no momento da compra.

E se você tiver mais dúvidas, escreve pra gente :)



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


Comments

'Passagem volta ao mundo – como funciona e quanto custa' have 3 comments

  1. 6 de maio de 2015 @ 19:15 Baca

    GodSpeed!!!

    Reply

  2. 24 de junho de 2015 @ 15:26 Marie (Pâm)

    Que invejinha boa! Um dia também darei a volta ao mundo

    Reply


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