6 dicas para juntar o dinheiro do mochilão

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Viajar pelo mundo é sonho de muita gente, mas quase ninguém acredita que consegue juntar dinheiro para embarcar nessa experiência.

A gente está aqui justamente para provar o contrário e contar a formula mágica que nos levou a tal façanha!! – mentira, não tem formula mágica coisa nenhuma… as principais regras pra isso são foco e planejamento financeiro.

Aqui vai uma lista com 6 passos que nortearam o nosso processo:

1-Defina suas metas
O primeiro passo é obvio, mas nem sempre simples: decidir 1) para onde você quer ir; 2) o que pretende fazer ; 3) quanto tempo pretende ficar. A ideia é melhorar a fluência em algum idioma? Fazer um curso que vai aprimorar sua bagagem profissional? Viver cada mês em um país diferente?

Ter estes propósitos claros na cabeça foi o que nos ajudou a manter o foco e acreditar que valia a pena apertar o cinto e economizar.

2 – Programe-se com antecedência para estimar os custos

Depois de ter decidido o básico, vem a hora de estimar o dia a dia da viagem: Hospedagem, passagem aérea, vistos, seguro viagem, transporte local e alimentação são os seis custos essenciais pra considerar.

Estime o custo diário por destino, pensando primeiro no básico: hospedagem, refeições, transporte e atrações. Depois transportes de longa distância, seguro saúde e compras. A gente criou essa lógica por país e “dolarizamos” nossos gastos. (Lonely Planet, Hostel World, Airbnb e outros blogs foram essenciais nesse momento).

Para dimensionar o custo total da viagem, encadeie todas as despesas previstas em uma planilha financeira. (Modelo Planilha)

3 – Crie a sua “Poupança Viagem”
Definidas as metas e os gastos, hora de pensar em quanto você vai conseguir guardar por mês. Pra isso, faça a relação Rendimento Fixo Mensal x Tempo x Custo previsto da viagem.

Nessa fase não tem milagre. A gente teve que passar a faca nas viagens de fim de semana, TV a cabo e afins, mas o tempo passa rápido quando as metas estão claras na cabeça :)

Aqui também é o momento de atualizar a sua planilha financeira estabelecida no item 2. Agora o custo total da viagem se transforma na meta e qualquer verba que entrar deve ser debitada deste montante.

4 – Otimize os seus rendimentos
Além da renda mensal fixa, existe a possibilidade de fazer o seu dinheiro trabalhar um pouco mais investindo em diferentes frentes. Uma boa dica é ir atras do seu gerente do banco e montar uma carteira de investimentos de baixo risco.

5 – Programe a compra de moeda estrangeira
Por conta das variações cambiais, que podem impactar consideravelmente o custo da viagem, sempre fomos orientados a adquirir mensalmente uma quantia– de preferência intercalada em euro e dólar-para não correr o risco de pegar somente um período de alta.

Além disso é importante considerar como o dinheiro vai ser levado. A opção em espécie é sempre mais vantajosa porque o IOF no momento da compra é mais baixo do que nos cartões pré-pagos, cartões de débito, crédito e saques no exterior – 0,38% x 6,38% sob o valor.

No entanto, existe um limite de moeda em espécie permitido para sair do país, que não pode ultrapassar os R$10 mil reais. Como em uma viagem de volta ao mundo você fatalmente terá uma despesa superior, é preciso prever uso de cartões para a quantia sobressalente.

Por isso, balanceie! Com cartão de débito você sabe exatamente o quanto sairá da sua conta, já que a cobrança é feita no câmbio do dia, mas não é sempre que vai dar pra usa-lo. Já no cartão de crédito – que o valor da compra é debitado apenas no fechamento da fatura – podem haver variações que te beneficiem, com uma cotação baixa, ou prejudiquem, se a moeda estiver mais cara do que na data da compra.

6 – Como administrar a renda extra
A gente sempre acreditou que o ideal é poupar toda a quantia estimada para a viagem antes mesmo dela começar, mas é difícil.

No nosso caso estamos contanto com o aluguel do apê para financiar parte dos dos nossos gastos- que vai pingar mês a mês -, mas buscamos ao máximo não considerar os “dinheiros” fictícios que ainda não estão em conta.

Com isso, qualquer renda extra adquirida ao longo da viagem vai ser considerada uma gordura para os imprevistos – desejáveis e indesejáveis – que aparecem ao longo do caminho.

Essa grana extra – que pra gente pode entrar via freela e bicos, depois que o Ti estiver com a cidadania – vai ser considerada na planilha total da viagem e aí poderemos usar de duas formas 1) mantendo nosso padrão e esticando o tempo da trip; 2) mantendo o tempo e aumentando as experiências por destinos.
Isso a gente vai descobrir ao longo desse ano, talvez ano e meio! rs



About

Juntos desde moleques, somos o típico casal do interior que foi tentar a vida na cidade grande. Tentar e conseguir, do nosso ponto de vista. Foram mais de 10 anos vivendo em SP, pulando de empregos, conhecendo, cultivando e as vezes se distanciando de amizades, descobrindo bandas, shows, arrumando nossa casa e até um dog, a Mafalda - nossa última e mais querida conquista. Mas depois de tanto trabalhar e de correr atrás, a gente que não é bobo nem nada resolveu tirar um tempo pra gastar nossas energias e conhecer outras coisas. Nos consideramos um casal de sorte, afinal, decidir viajar o mundo vai muito além em uma conversa de bar. E por isso resolvemos agarrar essa oportunidade que já martelava há algum tempo na cabeça e dar forma para o Dois Pelo Mundo.


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