Porque decidimos passar tanto tempo no México

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Chegamos no Mexico no dia em que completávamos exatos 5 meses de viagem e lá passamos um mês. O Ti já tinha estado no país outras duas vezes, a primeira inclusive foi na nossa lua-de-mel (mas essa depois eu conto), e era apaixonado pelo estilo de vida mexicano. Ele sempre me dizia que era um dos povos que melhor conseguiu absorver a cultura espanhola sem perder a sua identidade, e foi mesmo.

Tipicamente mexicana :)

Tipicamente mexicana :)

Nas seis paradas que fizemos, com exceção de Cancun, deu pra gente se sentir um pouco mexicanos também. Logo na nossa primeira refeição, umas empanadas fritas com queijo e verdura que comemos numa rodoviária em Chetumal, o sabor forte da pimenta já subiu na garganta, misturado com o gosto marcante de maiz. A tiazinha percebendo nossa reação deu risada e perguntou se queríamos uma coca, que veio a calhar pra arrebatar o calor de matar.

Aliás, no México todo faz muito, mas muito calor. De longe foi um dos países mais quentes que pegamos na viagem inteira. Mas o marzão azul do Caribe e os Cenontes de água geladíssima compensaram toda a gota de suor derramada.

 

Debaixo d'água do Gran Cenote

Debaixo d’água do Gran Cenote

Chegando em Tulum, alugamos um bicicleta e saímos pra pedalar até as ruínas da antiga civilização maia. Acho que tinha muita expectativa, então me decepcionei um pouco, porque não é das construções mais bonitas e é muito cheia de gente. Mas depois disso seguimos pra a praia e tomamos a nossa primeira gelada, que desceu estupidamente redonda.

Rolezinho de bike por Tulum

nosso rolê de bike por Tulum

Passarinhada curtindo o fim de tarde no mar

Passarinhada curtindo o fim de tarde no mar

Nos dias seguintes andamos muito. Mas no meio do caminho a gente sempre parava pra tomar uns sucos de fruta deliciosos, comer boa comida vegetariana, beber cerveja, tirar mil fotos…Acho que foi tanta extravagância que o Ti chegou em Cancun “desarranjado” e passou um dia  inteiro de cama antes de conseguirmos conhecer Isla Mujeres e seguir para Mérida, ponto de partida pra Chichen Itza.

Isla Mujeres tem esse mar azul o ano inteiro! Só decepciona um pouco pelo tanto de concreto em volta

Isla Mujeres tem esse mar azul o ano inteiro! Só decepcionou um pouco pelo tanto de concreto em volta

Passagem por Chichen Itza, o céu tava bonito demais

Visita a Chichen Itza, o céu estava lindo

 

Só que além do turismo de praia e de civilizações antigas, que são os mais famosos, escolhemos passar mais tempo no México também pra conhecer melhor o passado do povo, que teve uma trajetória de uma luta muito grande pelas suas origens. Uma parte dessa história foi contada em San Cristobal de Las Casas, pra onde seguimos na seqüência.

Essa cidadezinha toda charmosa e que  foi um dos principais pontos da dominação espanhola, presenciou, em 1994, uma revolta grande do Exército Zapatista de Liberação Nacional em defesa dos direitos aos povos indígenas que foram perdendo seu próprio espaço e identidade na região. Essa luta foi tão marcante que ainda é comum andar pela cidade e ver frases sobre o movimento, além de ser comum encontrar comunidades zapatistas nos arredores, chamadas caracóis.

Além da história, foi também em San Cristobal que quase viramos franceses depois que nos juntamos a um grupo de uns oito que viajavam pelo Mexico, incluindo o Fabien, um amigo que fizemos na Guatemala. Saímos juntos para beber quase todos os dias e, em uma das nossas conversas, eles nos recomendaram conhecer Chacahua, uma vila de pescadores perto de Puerto Escondido.

Adotados pela francesada

Adotados pela francesada

Pelas ruas de San Cristobal

Pelas ruas de San Cristobal

Infelizmente alguns locais ainda sofrem muita discriminação

Infelizmente alguns locais ainda sofrem muita discriminação

Pegamos um ônibus de 12h e fomos – eu ameacei o Fabien de morte se a visita não valesse a pena…rs. Mas o lugar é tão pequeno e tão pouco conhecido que a noite ainda é possível pegar um barquinho pra nadar com planctons no meio do lago próximo ao mar. Foi uma experiência que não tem explicação!!!

Chacahua :)

Chacahua :)

E depois de muito rodar, terminamos nossos dias na Cidade do México, que oferece de TUDO pra fazer. Passamos uns dias bons ali, inclusive o meu aniversario, que comemorei no bairro mais legal da cidade, chamado Coyoacan. É neste lugar que está o museu da Frida Kahlo e também vários mercados de fruta e artesanato, uma pracinha que tem clima de interior e muito restaurante legal!

Meus 29!

Aproveitamos também os dias na cidade pra correr atrás do visto chinês, fechar o roteiro da Califórnia, tratar do dente do Ti que deu problema de novo, fazer uma visita a Nossa Senhora de Guadalupe e descansar, em três hostels diferentes, todos muito bem equipados.

Nosso um mês no México passou como se fosse uma semana. E mesmo assim vimos quase nada. Foi mais um país super compensador da viagem, que já está na lista oficial dos lugares em que queremos voltar um dia.

Mxc City

Cidade do México

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Povo na praça central

Quer saber mais sobre o México? Encontre mais post no blog:

Dicas do México: 6 cidades em um mês.



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


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