Nossa passagem por Praga

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Tínhamos vontade de conhecer Praga desde sempre. Pro Ti era a terra de mulher bonita, cerveja barata e boa vida noturna. Já eu me lembro de ouvir sobre a cidade pela primeira vez com uns cinco anos, quando meus pais falavam do fim da Checoslováquia e da abertura de um pais pulsante e charmoso, “escondido” pelo regime por mais de 40 anos e preservado das influencias ocidentais.

Nossas expectativas eram diferentes, mas certamente éramos dois curiosos pra descobrir como as pessoas interagiam com gente “de fora”, e como a cidade era de fato.

E logo que chegamos tivemos a mesma impressão: o cenário da cidade inspira muito e não é a toa que ela é conhecida como “Pérola do Leste Europeu”.  Cheia de torres, pontes e monumentos de todas as épocas, Praga te faz acreditar que está dentro de um filme. Se ganhasse bilhões na loteria, acho que gastaria um pouco para ter a cidade só pra mim por algumas horas.

Porque Praga é realmente é de tirar o fôlego de bonita, mas ao mesmo tempo é quase sufocante pela quantidade de turistas que você precisa desviar a toda hora. Sabe quando rola algum “muvuca” no Brasil e todo mundo se embola num canto pra ver o que aconteceu? Lá a disputa pelos pontos turísticos é mais ou menos parecida…

Das atrações, as que mais gostamos foi caminhar em horários diferentes pela Karlúv Most – uma ponte do século 14 que junta os dois lados da cidade -, ver Praga do alto do Castelo e conhecer a antiga cidade subterrânea, que já foi usada até como prisão e esconderijo de batalhas.

Mas como nos cansamos um pouco da multidão, o melhor foi escapar para as zonas periféricas e se perder por lá, e também tomar umas boas cervejas, porque isso definitivamente vale a pena na cidade!! Depois de quase dois meses viajando, posso dizer que foram as melhores cervejas que bebi na vida, isso considerando já ter passado pela Alemanha e Holanda.

Entender Praga leva um certo tempo e acho que nós mesmos saímos de lá sem sentir realmente tudo o que a cidade tem. Mas no fundo é assim em todo o leste da Europa. Uma região que sofreu tanto pelas guerras e ficou tão restrita durante comunismo que não se revela assim tão facilmente. E me arrisco a dizer que nem pra qualquer um.



About

28 anos, Relações Públicas e "mãe" da Mafalda. Cresceu no interior de SP, viveu 10 anos na capital. Aprendeu a dirigir, trabalhar e se virar. Mas continuou sem gostar de comer tomate com pele, ter as unhas compridas e de ficar sozinha.


Comments

'Nossa passagem por Praga' have 1 comment

  1. 30 de dezembro de 2014 @ 23:03 sandro aloisio

    Ainda [ainda] não pus meus pés aí. desde sempre Praga me fascina. Um dos meus primeiros projetos em jornalismo foi um jornal de cultura alternativa chamado Praga. Não deu certo. Circulou apenas o número zero. Mas o fascínio permaneceu, alimentado por Milan Kundera, cervejas, fotografia, socialismo, romantismo… Praga, que eu não morra sem antes respirar esses ares.

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