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Todas as dicas do Vietnã além da Guerra

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Já contamos nossas experiências sobre o Vietnã aqui, mas não dissemos que foi o país mais barato que visitamos no sudeste Asiático. Colocamos nesse post todas as nossas dicas de coisas pra fazer e lugares pra se hospedar, pra ajudar você tirar o melhor da sua experiência por lá.

O nosso roteiro durou 15 dias e incluiu as cidades de Hanoi, Hoi an, Ho Chi Min, e uma noite em Halong Bay.

Hanoi

Hospedagem:
Hanoi Old Town Hotel USD 17 por um privado é um achado. O lugar é limpo, barato e bem localizado. O atendimento é ótimo e eles têm até um restauratezinho bem simples com serviço de quarto e incluem café da manhã. Mas cuidado: assim como eles, praticamente todos os hotéis e hostels da cidade pesam a mão pra vender tours, mas não se sinta obrigado a comprar nada com eles, pesquise. Aqui, por exemplo, os preços eram meio salgadinhos.
 
Comida: A comida vietnamita é super saudável e glúten free, mas rola muita carne – incluindo caracol (irgh). Os preços costumavam variar de de USD 2 na comida de rua, até uns USD 10 por comida ocidental. Aqui se come pão francês (eba) e o café é delicioso. Contamos um pouco da cultura cafeeira deles no nosso último post, mas saiba que você vai encontrar muito café com gelo e com gema de ovo! As melhores opções que encontramos estão concentradas todas na mesma região, próximas ao lago.
Preparação dos tradicionais rolinhos primavera na folha de arroz

Preparação dos tradicionais rolinhos primavera na folha de arroz

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Transporte: 
Pra sair e chegar na cidade você pode usar os ônibus que são bem ok. Os trens já são mais desafiadores. Rola dormir tranquilo, mas ele chega ao destino entre 2 e 20 horas. Isso mesmo. Você sai e não sabe que horas chega… Vale dar uma olhada nas tarifas de avião porque são bem baixas e muitas vezes não chegam a ser 20% mais caras que as de trem. Ouvimos também muitas histórias de galera que compra uma moto em Hanói e vende em Ho Chi Minh (vice-versa) pra fazer o percurso por conta própria. Dá pra achar uma scooter por uns USD 500 e vender por uns USD 350 / 400. Se quiser uma moto mais potente, pode arriscar as russas Ural.
O transporte local pode ser feito todo a pé, mas alugue uma moto se tiver coragem. Tem gringo que se arrisca e, em nome da originalidade, ainda o faz sem capacete. Num lugar super populoso como o Vietnã, é comum ver 5 pessoas numa moto com o motorista mandando uma mensagem de celular enquanto o veículo está em movimento. Por isso, nossa aventura era ter que desviar desses malucos pra atravessar a rua.vietna A
Experiências: 1) Halong Bay: Halong Bay é fantástica. Uma baía cercada de milhares de lime stones pra encher os olhos. Os passeios normalmente são feitos em pequenos cruzeiros, vendidos por todo tipo de agencias em duas opções: 1) uma noite num barco com refeições inclusas; 2) ou adicionando uma noite extra para passar numa ilha quase deserta. Nós optamos pelo primeiro e pagamos USD 105 por pessoa, via agência Vietnam Open Tour. Valeu muito a pena! Além da experiência no barco, visitamos uma  gruta e uma fazenda de ostras, terminando dia com um “ótimo” karaoke – Dá um bico no nosso guia ‘cantor’…
É possível encontrar opções mais baratas para esse tour, mas o problema é que você recebe pelo o que paga: não é incomum ler histórias desastrosas como ratos no barco, cama suja e comida ruim – por isso, vale a pena investir um pouco mais para ter um serviço bom. O esquema é não pensar muito e relaxar com uma cerveja na mão vendo o pôr-so-sol do deque.
Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

2) Quarteirão antigo: Achamos os museus em Hanoi meio chulos, mas o que encontramos de mais interessante estava nas ruas. As calçadas são uma extensão das lojas e obrigam a dividir espaço com o caótico trânsito de lá. Restaurantes de calçadas, feirantes com chapéu de palha vendendo frutas e sementes, roupas falsificadas aos montes e casas mal cuidadas com 2 andares dão o tom da Capital. Parece feio? Não é. É interessantíssimo e nos fez sempre querer andar um quarteirão a mais para conhecer a rua seguinte. Hanói transborda no quesito ‘sabor local’ e é uma descoberta a cada esquina. Tenha sua câmera carregada e espaço no cartão de memória.

Quarteirão Antigo

Quarteirão Antigo

vietnam h3) Hoan Kiem Lake: Um lago mítico para os vietnamitas que fica bem no centrão de Hanoi. Reza a lenda que um imperador no século XV expulsou os chineses do país com uma espada. Depois da guerra, dando um rolê de barco com a gata dele no lago, de boa, eis que uma tartaruga apareceu do nada, pegou a espada e sumiu. O nome do lago inclusive significa ‘o lago da espada restaurada’. 4) Ngoc Son Temple: Um templo que fica numa ilhota nesse mesmo lago e atrai muitos locais. Um lugar para relaxar e meditar. É curioso que uma tartaruga gigante surgiu ali em 2011, doente por conta da poluição. Eles cuidaram dela  por um tempo, mas a coitada morreu. Hoje ela fica empalhada no templo e é meio santificada. Parece que a espada não volta tão cedo…USD 2,30 por pessoa.
Ngoc Son Temple

Ngoc Son Temple

5) Ho Chi Minh Mausoleum Museum Complex: é comum nos países comunistas que seus líderes sejam mumificados e fiquem à mostra. Além de aprender um pouco da história do líder vietnamita, você pode dar um oi pra ele em carne, osso e formol. Pulamos essa.

Hoi an

A relaxada e antiga Hoi An é mais tranquila que a baladeira Nha Trang, com boas opções de praias, bares e um lindo Centro Histórico. A cidade também é conhecida pela alfaiataria super barata, especialmente pra comprar roupas de festa (Julica ficou louca).
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Hospedagem: Blue Clouds Hotel
USD 16 por noite num privado, sem café da manhã, mas é uma ótima guest house. A Internet pega melhor nos quartos mais próximos à escada. Ele fica exatamente ha 5 minutos do centro histórico e oferece locação de scooters. Para quem chega de trem e avião deve-se ir para Danang primeiro. O Hostel oferece pickup service por USD 15.

Comida: chegamos meio saudosos de comida ocidental e descobrimos o favorito Cargo Club. Além de opções vegetarianas, eles oferecem hambúrgueres, massas e pizzas e o terraço é ótimo!

Transporte: Em Hoi An arriscamos uma motinha porque a cidade é bem mais sossegada e, a verdade, é que você não conhece as praias se não tiver uma scooter por aproximadamente USD 5 / dia.
Scooter

Scooter

Experiências: 1) São várias as pequenas atrações na cidade histórica, por isso eles vendem um ticket com dez entradas por USD 6, vale por vários dias. As atrações que mais gostamos foram a ponte japonesa, construída em 1593, o Hall da assembléia – locais e templos construídos por imigrardes chineses-, vários Pagodas e templos cofucionistas. Experimente a tradição de soltar uma velinha acessa num barquinha de papel no rio Cua Dai e tomar uma cerveja à noite às suas margens. Happy Hour é 2 cervejas pelo preço de 1 :).
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2) Praias: A mais famosinha é Cua Dai, que fervilha de turista e no final da tarde enche de locais. Mais afastada e bonita está An Bang, mais relaxada e quase deserta, é perfeita pra passar o dia.
An Bang Beach

An Bang Beach

3) My Son (USD 3,00) A cidade antiga de My Son é patrimônio da Unesco e data edifícios do século 4. Das 68 estruturas apenas 20 sobreviveram aos bombardeios dos americanos, já que eles representavam uma suuuuuper ameaça aos EEUU.

Ho Chi Minh

É uma cidade grande, com cara de cidade grande. A antiga Saigon tem a maior concentração de pessoas no Vietnã, chegando a mais de 7 milhões, concentra o pólo comercial e fomenta a economia do país. É triste porque muito já se perdeu da cultura local, mas  ainda se encontra muito o que visitar, especialmente sobre a Guerra.
 
Hospedagem: Hello House
Pagamos USD 20 pelo privado e, apesar da escadinha chata de subir, tem internet decente, ar condicionado e é super limpo. A maior parte dos hostels estão em vielas e becos e são bem interessantes. Busque opções mais próximos a rua Bui Vien, onde está a maior parte das agencias de viagens, bares e restaurantes.
 
Comida: a comida Vietnamita domina o circuito de restaurantes, mas já é bem mais fácil encontrar opções ocidentais que em outras cidades. Achamos um Italiano bem legal chamado Vittorio que adotamos. Dá até pra tomar um vinho ali se o calor deixar.
 
Transporte: Assim como Hanoi, é mais fácil sair à pé, deixando apenas as distâncias mais longas pra serem feitas de taxi. Os taxis têm taxímetro, então dá pra confiar, mas é sempre bom mostrar que você sabe onde está e pra onde quer ir, mostrando, por exemplo, seu Google Maps. As linhas de metrô ainda são curtinhas mas crescem rapidamente pela cidade. Motos, assim como Hanói, são por sua conta e RISCO.
 
Experiências:
1) War Remnants Museum (USD 7,00) Logo de entrada o museu já destaca aviões, helicópteros e tanques usados na Guerra Americana, chamando bastante atenção de quem passa na rua. Dentro, um registro muito bem feito não apenas sobre a Guerra, mas sobre seu prelúdio – ainda na época como colônia francesa. Entre muitas salas, as que mais se destacam são: a) Requiem Exhibition. Série de documentos e registros de fotógrafos que morreram durante a guerra; b) Exibição dos pouquíssimos relatos do outro lado da moeda, as vítimas das armas químicas (proibidas já na época) dos EEUU, e seus efeitos até os dias de hoje como crianças nascendo sem cérebro e outras deformidades.
É pesado, mas como nunca temos acesso a esse lado, é importante passar por ali pra tomar as proporias conclusões.
Efeitos das armas químicas usadas pelos EEUU duram até hoje

Efeitos das armas químicas usadas pelos EEUU duram até hoje

vietnam q2) Tour para os Cu Chi Tunnels + Caodai. Os Cu Chi Tunnels são uma parte restaurada dos esconderijos dos vietcongues durante a guerra. A rede de 250 km2 e 3 níveis é sensacional. Construídos para nunca inundarem e dificultar o acesso dos invasores, abrigavam cômodos inteiros que davam acesso a diferentes áreas na floresta, auxiliando as táticas de guerrilha. No final do tour, e por alguns dólares a mais, pude atirar com uma AK-47 usada pelos vietcongues. Não se trata de turismo predatório, como meu último post, pois é tudo organizado pelo preoprio governo, que hoje ostenta armas velhas e munição de sobra, estragando em seus porões.
Alguns tours que partem para fazer a visita aos Cu Chi Tunnels também passam pelos Caodai. Essa religião, criada no início do século, é uma mistura de todas as religiões conhecidas pelos Vietnamitas na época:  Budismo, Cofucionismo, Taoismo e até elementos do cristianismo. É meio kitsch, mais muito interessante, com música durante as suas celebrações e as vestimentas brancas que chamam a atenção.
Religião Caodai

Religião Caodai

Saída dos túneis

Saída dos túneis

AK - 47

AK – 47

3) Mekong River. O rio que corta toda a Indochina – sul da China, Laos, Camboja, Vietnãm Myanmar e Tailândia – tem uma importância estratégica enorme. Além de ser uma via de acesso comercial e de estratégia militar, hoje abriga em suas margens uma população rural simples e que vive muito pelo turismo. E é claro, sendo um dos maiores rios do mundo numa área quente e úmida como o Vietnã, a natureza é exuberante na região. Lá pudemos conhecer de músicas tradicionais no a degustação de comidas típicas. No entanto, achamos que o passeio vale mais pela informação que se recebe na viagem do que pelo tour em si.

Tour no Mekong River

Tour no Mekong River

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Pra quem é apaixonado por histórias de guerra é quer sair do circuito turístico em Ho Chi Minh (que já é bem rico), vale dar um pulo até a DMZ (Zona Desmilitarizada). Fica bem na fronteira que dividia o norte e o sul na Guerra. Tem muita coisa pra ver lá, não apenas em museus, mas à sua volta. Construções militares antigas se encontram abandonadas, veículos antigos entregues à ação do tempo e até histórias de minas que estão perdidas e ativas espalhadas, por isso se for, nõ toque em nada que parecer estranho!
 
Boa viagem! =)
 


About

O Tiago Moreira tem 34 - Nerd, ele adora punk rock, o Corinthians e a sua buldogue Mafalda. Cresceu em Tremembé, mas nasceu pro mundo. Adora lasanha e é vegetariano. Depois de 10 anos em São Paulo, decidiu arejar um pouco a cabeça e viajar!


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